Um blog sobre Comunicação e Marketing dedicado aos meus alunos, aos estudantes e aos demais interessados nestes temas.
05 dezembro 2007
Grande SP e Região Sul são os maiores consumidores de marcas próprias
Os consumidores da GSP também fizeram uma avaliação positiva das marcas próprias em termos de qualidade. Pelo levantamento, 9% acham que o produto é muito bom e 64% afirmam que MP é um bom produto. O nível de satisfação dos sulistas também foi elevado nesse quesito. Na região, 16% consideram MP muito bom e 65%, bom. O preço também agrada em ambas as regiões. No sul, 67% acham o valor da MP bom. Já na GSP esse número atinge 59%.
Tendência - A pesquisa da LatinPanel demonstrou, de modo geral, uma tendência do consumidor brasileiro, que cada vez mais opta pelos produtos de marca própria. Houve um aumento – de 58%, em 2005, para 67%, em 2007 – do número de domicílios em que os moradores manifestaram ter comprado mercadorias com o nome do próprio estabelecimento ou de uma marca mantida pelo varejista. O aumento de nove pontos porcentuais em apenas dois anos significa que, nesse período, 3,8 milhões de famílias passaram a consumir marca própria em algum momento, alcançando 29,4 milhões de lares.
O estudo da LatinPanel revelou outros dados interessantes sobre o comportamento dos consumidores de marca própria e seus perfis. Por exemplo, quem adquire produtos de marca própria nos supermercados chega a gastar 16% a mais do que os que disseram não comprar esse tipo de produto. Na comparação entre as faixas etárias, quem mais compra são as donas de casa com mais de 50 anos, com um porcentual de 36%. Já entre as mais jovens, até 29 anos, a penetração é mais baixa, correspondendo a 16%.
Quanto à classe social, em comparação ao total da população brasileira das classes A e B, observa-se uma maior concentração de compradores de marca própria nesse nicho, com 30%. Um dado curioso é que apesar das classes D e E serem as que menos consomem mercadorias de marca própria são as que as consideram importante em maior número (23%). As razões para não comprar não estão relacionadas ao preço, já que é indicado por apenas 3% desse grupo de consumidores. As principais são “não encontrar” (51%) ou “não ter conhecimento” (28%).
Perfil de quem compra marcas próprias de vez em quando:
36% classe C
36% classe D e E
20% das donas de casa com até 29 anos
30% dos lares com 1 ou 2 pessoas
9% casais com filhos adolescentes
Perfil de quem raramente adquire marcas próprias:
35% classe C
40% classe D e E
20% das donas de casa são jovens de até 29 anos
30% dos lares com 1 a 2 pessoas
30% lares independentes
Para saber mais: Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização - (www.abmapro.com.br)
FONTE: http://www.empreendedor.com.br/?pid=20&cid=5913, acessado em 05/12/2007, às 10h27min
30 novembro 2007
OCDE: Brasil é 52º de 57 países em ensino secundário
A pesquisa Pisa é liderada pela Finlândia. O grupo dos dez países mais bem posicionados é completado por Hong Kong, Canadá, Taiwan, Estônia, Japão, Nova Zelândia, Austrália, Holanda e Liechtenstein. Entre os países sul-americanos, o Chile é o melhor colocado, em 40º lugar.
Segundo a OCDE, a Pisa é a pesquisa internacional mais "abrangente e rigorosa" do desempenho dos alunos secundaristas. Em 2006, os estudos se concentraram no nível de conhecimento dos estudantes na área de ciência e sua capacidade de usar esse conhecimento para identificar e resolver problemas do dia-a-dia. "Na competitiva economia global de hoje, a qualidade da educação é um dos ativos mais valiosos que uma sociedade e um indivíduo pode ter", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.
FONTE: João Caminoto, AE/FSP, 29/11/2007 - 14h32
29 novembro 2007
Consumo contemporâneo é fetichista e performático
Italiano considera shopping center como "fábrica da contemporaneidade" e afirma que tendência ultrapassa mercado de luxo
por Isabelle Moreira Lima, da Reportagem Local
O consumidor contemporâneo tornou-se performático. Ele vai a um shopping center não apenas para comprar, mas para consumir comunicação, para se mostrar, para encontrar as pessoas. Nesse sentido, o shopping center é a "fábrica da contemporaneidade". A tese é do italiano Massimo Canevacci, professor de antropologia cultural da Universidade La Sapienza, de Roma, que esteve no Brasil neste mês para apresentar palestra sobre a fetichização visual das marcas, realizada pelo instituto Ipsos em parceria com a Aberje. O fetiche, diz ele, está presente em quase toda a publicidade, principalmente na das marcas de luxo. Esse é o tema do último livro de Canevacci, que será lançado no Brasil no começo do ano que vem, pela Ateliê Editorial, com o título provisório de "Estética da Comunicação Global". Leia, a seguir, trechos da entrevista à Folha.
FOLHA - O sr. defende que o consumo passou por modificações, fala em "consumo performático". O que isso significa? MASSIMO CANEVACCI - Uma das diferenças fundamentais da transição da era industrial para os dias de hoje está justamente no consumo. Na época industrial, o consumo representava a etapa final da produção. Hoje, o consumo não existe somente no sentido clássico-modernista de coisas e mercadorias. Nos últimos 20 anos, o consumo virou produto de valores econômicos ou de estilo de vida. O consumidor contemporâneo é protagonista do consumo. Uma pessoa não vai a um shopping center somente para comprar coisas, mas para consumir comunicação, para se mostrar, para encontrar outras pessoas. Daí surge a idéia de um consumo performático. E, nesse sentido, o shopping center assume o papel de fábrica da contemporaneidade.
FOLHA - Qual o papel do fetiche no consumo contemporâneo? CANEVACCI - As empresas, nos últimos anos, constroem um tipo de comunicação baseada nisso. O logotipo está na espiritualização do fetiche. O "brand" se baseia em uma identidade fetichizada, que as marcas mais significativas desenvolvem de maneira múltipla. Não é uma monomarca. É uma polimarca, um tipo de produto muito mais subjetivado. O desafio contemporâneo é justamente subjetivar o produto. A subjetivação é uma fetichização. O produto não é mais um produto, mas um ser.
FOLHA - De que maneira o fetiche transforma o produto? CANEVACCI - O fetiche tem uma enorme potencialidade para cruzar o que era dividido, unir a dimensão orgânica à inorgânica. O fetichismo visual contemporâneo faz essa mistura. No momento em que eu compro uma coisa, essa não é uma coisa somente. É parte de um ser -eu a coloco na minha identidade e a minha identidade muda. A tendência contemporânea é ter uma "multiidentidade", o que chamo de multivíduo, isto é, vários "eus" em um só, o que é diferente de "nós".
FOLHA - O sr. vê uma ligação forte entre fetiche e consumo de luxo... CANEVACCI - O consumo de luxo abriu essa mistura de códigos fetichizados, baseados na arte e no erotismo contemporâneo. Quando tudo foi misturado, foi aberta, por fim, uma avenida na qual aparece também o produto aparentemente banal. É o caso da Parmalat, que colocou no seio de uma modelo sua logomarca, um tipo de fetichização mais simples, mas que ao mesmo tempo tem sedução erótica forte.
FOLHA - O fetiche é capaz de valorizar um produto? CANEVACCI - Claramente aumenta o valor do produto porque a sensibilidade de uma coisa que também é parte constitutiva da minha corporalidade favorece uma atração forte do consumo contemporâneo. Aumenta o valor, não necessariamente o preço.
FOLHA - O sr. diz que o fetiche transforma as coisas em seres. Ele pode transformar também seres em coisas? CANEVACCI - Sim, claramente. A distinção é dualista, no fetichismo contemporâneo e também no tradicional. Uma banal fotografia de um pedaço de mulher [cita anúncio da "Harper's Bazaar" japonesa no metrô de Tóquio que traz a barriga grávida de Britney Spears] vira um fetiche visual. Há uma força nesse tipo de fotografia.
FOLHA - O sr. acha que essa fetichização dentro do mercado acontece em todos os lugares, é um fenômeno mundial? CANEVACCI - É um fenômeno muito global e também "glocal". Acho que é uma tendência fortíssima da contemporaneidade. É um indicador para entender o processo da comunicação contemporânea.
FONTE: FSP, Caderno Dinheiro, 25/11/2007
28 setembro 2007
Introdução à Hospitalidade
Este livro traz uma ampla análise sobre casos de diferentes culturas e tradições que coexistem no mundo de hoje em decorrência do avanço da globalização. Voltado para alunos de Turismo.
Análise e Comportamento de Mercados - Jovens
Sociólogos perceberam profundas mudanças no comportamento dessa turma, à qual denominaram Geração Y. Pessoas com, no máximo, 25 anos que enxergam o mundo de uma forma diferente e, claro, interagem com ele de uma nova maneira. Quer ver?
a) São conservadores: valorizam as tradições, concordam com a educação recebida dos pais e nem passa pela cabeça deles mudar o mundo. Aliás, os jovens espanhóis são, na União Européia, os que deixam mais tardiamente de morar com os pais.
b) Trabalham para viver. Não vivem para trabalhar, diferentemente de seus pais.
c) São informais em tudo: em casa, no trabalho e, claro, na escola.
d) São muito imediatistas. Antigamente significa quatro anos atrás. O futuro é na próxima semana.
e) São hedonistas e essencialmente visuais. Compram o que vêem e não o que lêem. Não à toa, muitos sofrem de anorexia, que tem a ver com distúrbios de auto-imagem, o tal de padrão de beleza fashion é um “must” entre essa turma.
FONTE: Profissão Mestre Ano 5 Nº 37 26/09/07
Pesquisa - Associação dos Magistrados Brasileiros
Apenas 11% dos brasileiros dizem confiar nos políticos, e a instituição que tem a melhor imagem no país é o Supremo Tribunal Federal (STF), informa uma pesquisa publicada hoje pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Os políticos têm a desconfiança de 81,9% dos entrevistados e 16% dos entrevistados disseram confiar nos partidos políticos, uma qualificação levemente mais alta que a de seus representantes. Não souberam avaliar 7%. Os partidos não são confiáveis para 75,9% dos entrevistados, enquanto 16,1% confiam neles.
A falta de credibilidade da classe política reflete-se ainda no mau desempenho da Câmara dos Deputados e do Senado. De acordo com a pesquisa, 83,15 dos entrevistados não confiam nos deputados e 80,7% têm o mesmo sentimento em relação aos senadores. O Senado Federal, instituição que abriu nestes últimos meses diversos processos com seu próprio presidente, Renan Calheiros, recebeu a confiança de 14,6% dos brasileiros. A Câmara dos Deputados obteve uma nota inferior (12,5%), e o sistema judiciário alcançou os melhores resultados.
Dos entrevistados, 45,5% disseram confiar nos juízes, enquanto 52,7% respaldaram o STF. Segundo o estudo, 85% dos entrevistados acreditam que a corrupção pode ser combatida, enquanto 94,3% consideram que um político processado pela Justiça não deveria poder se candidatar.
Uma grande maioria dos entrevistados (95,4%) também considerou importante a realização de uma reforma política, um assunto que está em discussão há mais de quatro anos no Congresso.
Os entrevistados, em ampla maioria (94,3%), também consideram que um político processado na Justiça não pode concorrer às eleições. A reforma política foi considerada importante por 95,4% dos entrevistados. No topo da credibilidade junto à população está a Polícia Federal, que tem a confiança de 75,5% dos entrevistados, seguida pelas Forças Armadas, com 74,7%. A pesquisa foi feita de 4 a 20 de agosto, com 2.011 pessoas, em todos os Estados (todo o país), com distribuição proporcional à população. FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2007/09/27/ult27u63010.jhtm
18 setembro 2007
Prêmio USP de Comunicação Corporativa 2007
Realização: LIMC - ECA - USP
Objetivo: valorizar a comunicação nas corporações brasileiras
Quando: 18 de setembro, das 14h às 18h30
Onde: Auditório Lupe Cotrim - prédio principal da ECA-USP
Quanto: gratuito
Inscrições: www.eca.usp.br/premio