Um blog sobre Comunicação e Marketing dedicado aos meus alunos, aos estudantes e aos demais interessados nestes temas.
18 fevereiro 2008
"Samba do cientista louco" - Verdades e mentiras sobre pesquisas
RIO DE JANEIRO - Nelson Rodrigues contava que, toda madrugada, acordava com a úlcera em chamas e, de pijama e meias, ia à cozinha tomar um copo de leite para aplacá-la. Com o leite, a úlcera amansava e, dizia, só faltava ronronar como uma gata amestrada. Nelson morreu em 1980, de outras causas. Imagino seu choque, hoje, se soubesse que, segundo as últimas descobertas da ciência, leite é um veneno para quem tem úlcera.
E a manteiga? Depois de séculos sendo louvada, com justiça, como uma das maiores invenções do homem, levou os últimos 50 anos acusada de vilã para vários órgãos, inclusive o coração. Para a ciência, boa mesmo era a insípida, insossa e inodora margarina. Agora a mesma ciência, num lance de gênio, concluiu que a margarina é que é a vilã, por causa da mortal gordura trans.
E temos a saga e anti-saga do ovo. Certo dia, decretaram que ele era o pior inimigo do colesterol e do coração, e só faltaram proibir as galinhas de produzi-lo. Pois, há pouco, descobriram que, ao contrário, ele faz bem ao coração, porque ajuda a emagrecer, não influi no colesterol e até protege nossos olhos dos raios ultravioleta -o que é ótimo, porque nos permitirá ir à praia sem óculos escuros.
Sem falar no café. Por conter cafeína, ele também já freqüentou todas as listas negras. Criaram inclusive o café descafeinado. Pois os cientistas vêm de concluir que a cafeína é uma maravilha: estimula o sistema nervoso central, o coração, os vasos sangüíneos e os rins. Já o café descafeinado faz subir a pressão e aumenta o colesterol e o risco de doenças cardíacas.
Finalmente, esta semana, a ciência mandou dizer que, ao contrário do que ela própria afirma há anos, o açúcar é uma beleza e são os adoçantes que engordam! É o maravilhoso samba do cientista louco, em cuja letra certeza rima com dúvida.
FONTE: FSP, 18/02/08
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Ruy Castro, com o humor que lhe é característico, mostrou um grande problema que temos em Mkt, CORP, Pesquisas e qualquer outro assunto relativo às grandes corporações: o que é verdade ou não em tudo o que é divulgado pela mídia.
Quer saber mais? Leia "O fundo falso das pesquisas", de Cynthia Crossen, um estudo sobre a indústria da criação de fatos e factóides nos EUA.
08 fevereiro 2008
Blog corporativo pode ser a nova tendência das grandes empresas
Ainda assim, de acordo com o consultor de internet da W3 Geoinformação, Aloísio Sotero, no Brasil, esse número é ainda menor. Entretanto, Sotero acredita que há uma movimentação para a criação de blogs corporativos no País. "Estamos com projetos de criação do blog de 5 CEOs, nas áreas de tecnologia, varejo e serviços".
Um exemplo desse início de tendência é a Jump Education, uma instituição especializada no ensino de tecnologia, que criou um curso para executivos com o foco na criação de blogs corporativos.
Já a diretora de mídia da L'Oreal, Patrícia Barbieri, acredita que a empresa tem que ter um objetivo claro na hora de criar um blog. "Não vamos criar só porque as outras empresas têm. Toda empresa pode ter um blog, desde que tenha uma estratégia de comunicação definida".
Mesmo assim, Patrícia diz que há a possibilidade da L'Oreal criar, também, o seu blog corporativo.
Gil Giardelli, vice-presidente da Adrenax Capital, diz que os bons blogs são aqueles que não pensam apenas em vender o produto. "É preciso falar de tudo que possa interessar ao seu público-alvo e criar no internauto o hábito de ler", finaliza.
As informações são de do jornal O Estado de S.Paulo.
FONTE: http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2008/02/07/imprensa16960.shtml
Sites sobre Educação
www.educacional.com.br
Reúne sites de diversas escolas e oferece acesso gratuito e restrito. Há banco de imagens e especiais, como um sobre os 200 anos da chegada da família real ao Brasil
APRENDIZ
aprendiz.uol.com.br
O portal oferece notícias, colunas e pesquisas. Na seção Lição de Casa, usuários encontram dicas de endereços de sites de bibliotecas virtuais, enciclopédias e resumos
10 EM TUDO
www.10emtudo.com.br
Com uma área para alunos e outra para professores, o portal disponibiliza artigos sobre arte, religião, política, biologia, entre outros assuntos. Para assinantes, há opções como simulados
06 dezembro 2007
Gestão de Carreira
Competência é a articulação de conhecimentos, percepções, pensamentos, sentimentos, memórias, linguagens, atenção, consciência, valores e juízo. Habilidades são necessárias para realizar aprendizagens e continuar aprendendo por toda a vida, como ler, interpretar, refletir, descrever, memorizar, deduzir, analisar, dramatizar, sintetizar, aplicar, escrever, elaborar, contar e decidir.
Saber fazer é o conjunto de conhecimento, experiência, educação, treinamento e habilidades. Querer fazer é a motivação, a vontade, a garra e a persistência. Esta motivação é que faz com que as pessoas façam a diferença na vida. Poder fazer é ter as condições técnicas para executar o trabalho, como um computador que funcione bem, por exemplo.
Conheça seus pontos fortes e fracos, seus talentos e seja honesto consigo próprio. Administre sua identidade e imagem pessoais, divulgue suas realizações com responsabilidade. Desenvolva sua rede de contatos (network), através de associações e eventos setoriais. Mantenha-se atualizado e desenvolva capacidades e habilidades técnicas específicas, juntamente com o conhecimento generalista. Mantenha um registro atualizado de suas realizações e busque desafios.
05 dezembro 2007
Grande SP e Região Sul são os maiores consumidores de marcas próprias
Os consumidores da GSP também fizeram uma avaliação positiva das marcas próprias em termos de qualidade. Pelo levantamento, 9% acham que o produto é muito bom e 64% afirmam que MP é um bom produto. O nível de satisfação dos sulistas também foi elevado nesse quesito. Na região, 16% consideram MP muito bom e 65%, bom. O preço também agrada em ambas as regiões. No sul, 67% acham o valor da MP bom. Já na GSP esse número atinge 59%.
Tendência - A pesquisa da LatinPanel demonstrou, de modo geral, uma tendência do consumidor brasileiro, que cada vez mais opta pelos produtos de marca própria. Houve um aumento – de 58%, em 2005, para 67%, em 2007 – do número de domicílios em que os moradores manifestaram ter comprado mercadorias com o nome do próprio estabelecimento ou de uma marca mantida pelo varejista. O aumento de nove pontos porcentuais em apenas dois anos significa que, nesse período, 3,8 milhões de famílias passaram a consumir marca própria em algum momento, alcançando 29,4 milhões de lares.
O estudo da LatinPanel revelou outros dados interessantes sobre o comportamento dos consumidores de marca própria e seus perfis. Por exemplo, quem adquire produtos de marca própria nos supermercados chega a gastar 16% a mais do que os que disseram não comprar esse tipo de produto. Na comparação entre as faixas etárias, quem mais compra são as donas de casa com mais de 50 anos, com um porcentual de 36%. Já entre as mais jovens, até 29 anos, a penetração é mais baixa, correspondendo a 16%.
Quanto à classe social, em comparação ao total da população brasileira das classes A e B, observa-se uma maior concentração de compradores de marca própria nesse nicho, com 30%. Um dado curioso é que apesar das classes D e E serem as que menos consomem mercadorias de marca própria são as que as consideram importante em maior número (23%). As razões para não comprar não estão relacionadas ao preço, já que é indicado por apenas 3% desse grupo de consumidores. As principais são “não encontrar” (51%) ou “não ter conhecimento” (28%).
Perfil de quem compra marcas próprias de vez em quando:
36% classe C
36% classe D e E
20% das donas de casa com até 29 anos
30% dos lares com 1 ou 2 pessoas
9% casais com filhos adolescentes
Perfil de quem raramente adquire marcas próprias:
35% classe C
40% classe D e E
20% das donas de casa são jovens de até 29 anos
30% dos lares com 1 a 2 pessoas
30% lares independentes
Para saber mais: Abmapro - Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização - (www.abmapro.com.br)
FONTE: http://www.empreendedor.com.br/?pid=20&cid=5913, acessado em 05/12/2007, às 10h27min
30 novembro 2007
OCDE: Brasil é 52º de 57 países em ensino secundário
A pesquisa Pisa é liderada pela Finlândia. O grupo dos dez países mais bem posicionados é completado por Hong Kong, Canadá, Taiwan, Estônia, Japão, Nova Zelândia, Austrália, Holanda e Liechtenstein. Entre os países sul-americanos, o Chile é o melhor colocado, em 40º lugar.
Segundo a OCDE, a Pisa é a pesquisa internacional mais "abrangente e rigorosa" do desempenho dos alunos secundaristas. Em 2006, os estudos se concentraram no nível de conhecimento dos estudantes na área de ciência e sua capacidade de usar esse conhecimento para identificar e resolver problemas do dia-a-dia. "Na competitiva economia global de hoje, a qualidade da educação é um dos ativos mais valiosos que uma sociedade e um indivíduo pode ter", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.
FONTE: João Caminoto, AE/FSP, 29/11/2007 - 14h32
29 novembro 2007
Consumo contemporâneo é fetichista e performático
Italiano considera shopping center como "fábrica da contemporaneidade" e afirma que tendência ultrapassa mercado de luxo
por Isabelle Moreira Lima, da Reportagem Local
O consumidor contemporâneo tornou-se performático. Ele vai a um shopping center não apenas para comprar, mas para consumir comunicação, para se mostrar, para encontrar as pessoas. Nesse sentido, o shopping center é a "fábrica da contemporaneidade". A tese é do italiano Massimo Canevacci, professor de antropologia cultural da Universidade La Sapienza, de Roma, que esteve no Brasil neste mês para apresentar palestra sobre a fetichização visual das marcas, realizada pelo instituto Ipsos em parceria com a Aberje. O fetiche, diz ele, está presente em quase toda a publicidade, principalmente na das marcas de luxo. Esse é o tema do último livro de Canevacci, que será lançado no Brasil no começo do ano que vem, pela Ateliê Editorial, com o título provisório de "Estética da Comunicação Global". Leia, a seguir, trechos da entrevista à Folha.
FOLHA - O sr. defende que o consumo passou por modificações, fala em "consumo performático". O que isso significa? MASSIMO CANEVACCI - Uma das diferenças fundamentais da transição da era industrial para os dias de hoje está justamente no consumo. Na época industrial, o consumo representava a etapa final da produção. Hoje, o consumo não existe somente no sentido clássico-modernista de coisas e mercadorias. Nos últimos 20 anos, o consumo virou produto de valores econômicos ou de estilo de vida. O consumidor contemporâneo é protagonista do consumo. Uma pessoa não vai a um shopping center somente para comprar coisas, mas para consumir comunicação, para se mostrar, para encontrar outras pessoas. Daí surge a idéia de um consumo performático. E, nesse sentido, o shopping center assume o papel de fábrica da contemporaneidade.
FOLHA - Qual o papel do fetiche no consumo contemporâneo? CANEVACCI - As empresas, nos últimos anos, constroem um tipo de comunicação baseada nisso. O logotipo está na espiritualização do fetiche. O "brand" se baseia em uma identidade fetichizada, que as marcas mais significativas desenvolvem de maneira múltipla. Não é uma monomarca. É uma polimarca, um tipo de produto muito mais subjetivado. O desafio contemporâneo é justamente subjetivar o produto. A subjetivação é uma fetichização. O produto não é mais um produto, mas um ser.
FOLHA - De que maneira o fetiche transforma o produto? CANEVACCI - O fetiche tem uma enorme potencialidade para cruzar o que era dividido, unir a dimensão orgânica à inorgânica. O fetichismo visual contemporâneo faz essa mistura. No momento em que eu compro uma coisa, essa não é uma coisa somente. É parte de um ser -eu a coloco na minha identidade e a minha identidade muda. A tendência contemporânea é ter uma "multiidentidade", o que chamo de multivíduo, isto é, vários "eus" em um só, o que é diferente de "nós".
FOLHA - O sr. vê uma ligação forte entre fetiche e consumo de luxo... CANEVACCI - O consumo de luxo abriu essa mistura de códigos fetichizados, baseados na arte e no erotismo contemporâneo. Quando tudo foi misturado, foi aberta, por fim, uma avenida na qual aparece também o produto aparentemente banal. É o caso da Parmalat, que colocou no seio de uma modelo sua logomarca, um tipo de fetichização mais simples, mas que ao mesmo tempo tem sedução erótica forte.
FOLHA - O fetiche é capaz de valorizar um produto? CANEVACCI - Claramente aumenta o valor do produto porque a sensibilidade de uma coisa que também é parte constitutiva da minha corporalidade favorece uma atração forte do consumo contemporâneo. Aumenta o valor, não necessariamente o preço.
FOLHA - O sr. diz que o fetiche transforma as coisas em seres. Ele pode transformar também seres em coisas? CANEVACCI - Sim, claramente. A distinção é dualista, no fetichismo contemporâneo e também no tradicional. Uma banal fotografia de um pedaço de mulher [cita anúncio da "Harper's Bazaar" japonesa no metrô de Tóquio que traz a barriga grávida de Britney Spears] vira um fetiche visual. Há uma força nesse tipo de fotografia.
FOLHA - O sr. acha que essa fetichização dentro do mercado acontece em todos os lugares, é um fenômeno mundial? CANEVACCI - É um fenômeno muito global e também "glocal". Acho que é uma tendência fortíssima da contemporaneidade. É um indicador para entender o processo da comunicação contemporânea.
FONTE: FSP, Caderno Dinheiro, 25/11/2007