03 dezembro 2008

Call centers de agências ligadas ao governo são falhos

Teste indicou que os problemas são iguais ou piores do que os apresentados pelas empresas privadas que as agências fiscalizamBancos públicos como CEF e Banco do Brasil, embora estejam sujeitos à nova lei, ainda não adaptaram seu atendimento telefônico MÁRCIO PINHOWILLIAN VIEIRADA REPORTAGEM LOCAL Enquanto as empresas privadas são ameaçadas de punição por não terem adaptado seus SACs (serviços de atendimento ao consumidor) às novas regras para call centers, as agências reguladoras federais e a própria Fundação Procon de São Paulo -cuja tarefa é garantir o atendimento correto aos consumidores- também oferecem serviços com falhas.As agências (ou o Procon) não são obrigadas a atender ao decreto, mas especialistas em direito do consumidor afirmam: por seu papel regulador, deviam "dar o exemplo". Por isso, a Folha testou o atendimento de agências que fiscalizam as empresas obrigadas a seguir o decreto (telefônicas, bancos etc.) e detectou: os problemas são semelhantes (como não respeitar o tempo máximo de um minuto para falar com o atendente) ou até mais graves.Na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), foram feitos três contatos no número gratuito, com a mesma mensagem: "Não foi possível completar sua ligação". A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que regula o setor mais crítico de serviços, segundo o Procon (telefonia), oferece um 0800 que traz música de elevador repetida por quatro minutos (quatro vezes o tempo dado às empresas) até que o operador atenda. No caso do Banco Central, ao qual está subordinado o sistema financeiro nacional (incluindo os bancos), o menu é exemplar -traz a opção de reclamação e de falar com o atendente. Mas, escolhida a opção, a máquina avisa: "No momento, todos os nossos atendentes estão ocupados. Tente mais tarde, obrigado". E desliga. O atendimento na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) começa com uma suspeita: "Caso você realmente necessite de atendimento, tecle 1". Escolha feita, o atendente virtual diz que os de carne e osso "estão todos ocupados". Dois minutos depois, um operador humano atende. Empresas públicas também não se adequaram. A Folha testou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal e, em ambos os casos, enfrentou problemas. Para bancos, a regra é que a espera seja de 45 segundos. No SAC da Caixa, ao optar por falar com o atendente, uma gravação diz que eles estão ocupados -e a espera é de 3min47seg. Quanto ao Banco do Brasil, após ouvir o menu e pedir o atendente, a espera foi de um minuto até a ligação cair. Servir de exemploPara o advogado Vinícius Zwarg, especialista em relações de consumo, as empresas têm de melhorar o atendimento, mas "deve partir do Estado a primeira iniciativa". "O Estado deveria seguir as regras", diz. Evandro Zuliani, diretor de atendimento do Procon-SP, concorda: as agências deveriam "dar o exemplo", já que são responsáveis por fiscalizar. Mas o próprio Procon não o é. Nas quatro tentativas feitas pela reportagem no Procon-SP, em todas o número 151 estava ocupado. No Procon-DF, foram seis ligações; nenhuma atendida. "Estamos trabalhando no aperfeiçoamento disso e equacionando o problema até o ano que vem", diz Roberto Pfeiffer, diretor-executivo do Procon-SP. Ele diz que uma licitação está em curso para dobrar o número atual de atendentes, 20. Mas ele afirma: "As empresas têm de parar de transferir seus problemas para os órgãos de defesa do consumidor".
FONTE: FSP, 03/12/2008.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0312200811.htm

25 novembro 2008

Os brasileiros e o racismo

Caderno especial da Folha de São Paulo trata sobre o tema, sua evolução e suas consequências. Não deixe de ler.

Um novo levantamento repete perguntas sobre o tema feitas há 13 anos e constata que uma fatia menor de pessoas declara seu preconceito contra negros. A adesão a lugares-comuns abertamente racistas também caiu, embora parcelas significativas dos entrevistados ainda acreditem neles.
 Embora o preconceito "aberto" seja assumido por apenas 3% dos entrevistados, os brasileiros continuam a se ver como uma sociedade racista -para 91%, os brancos têm preconceito de cor em relação aos negros. Alguns analistas enxergam nessa contradição um indício de que parte da queda no preconceito declarado seja resultado apenas de um racismo mais "velado".
Por outro lado, mais brasileiros se "assumem" pretos e pardos, e a parcela da população que se identifica como branca caiu de 50% para 37% nesses 13 anos. Também caiu o percentual de pessoas que dizem já terem sido discriminadas por causa da própria cor -de 22% em 1995 para 16% agora.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/inde23112008.htm

28 outubro 2008

Revista Organicom nº 7

A Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp) e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) lançarão, no próximo dia 4 de novembro, o nº 7 da Organicom – Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas.

O novo número reúne profissionais e acadêmicos de comunicação organizacional que são referência no país e no exterior, e traz um dossiê sobre Identidade, Marca e Gestão da Reputação Corporativa. A edição contou com o patrocínio das empresas Basf e Odebrecht e custa R$ 25,00. Pode ser adquirida pelo site 
<http://www.eca.usp.br/organicom>www.eca.usp.br/organicom ou pelo e-mail assinaturas@revistaorganicom.org.br

Na ocasião, também farão parte do evento os autores do livro Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, organizado pela professora Margarida M. Krohling Kunsch. Lançada pela Difusão Editora na última Bienal do Livro, em agosto, a obra contém dezoito capítulos escritos por professores do curso de “Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional  Relações Públicas”. Desenvolvido pela ECA-USP há nove anos, o curso tem a finalidade de ampliar ainda mais o debate sobre essa temática entre a academia e o mercado.

SERVIÇO
- Lançamento: Revista Organicom 7, com dossiê sobre Identidade, Marca e Gestão da Reputação Corporativa e Livro Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas
- Data: 04/11/2008 (terça-feira)
- Local: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp (Av. Paulista, 1313, 15º andar – Salão Nobre – São Paulo – SP)
- Horário: 19h00 às 22h00
- Inscrições: pelo e-mail organicom@revistaorganicom.org.br

19 setembro 2008

Coca-Cola, IBM e Microsoft são as marcas mais valiosas do mundo

A Coca-Cola lidera pelo oitavo ano consecutivo a lista de marcas globais mais valiosas em estudo da Interbrand. Segundo o levantamento da consultoria de avaliação de marcas, a marca de refrigerante vale US$ 66,667. No ranking, é seguida por IBM (US$ 59,031 bilhões) e Microsoft (US$ 59,007 bilhões), que trocaram de posição em relação ao relatório do ano passado.

O Google apresentou a maior alta, de 43%, saltando da vigésima para a décima posição após resultados satisfatórios ao colocar a marca no centro da estratégia da empresa, segundo a Interbrand. Outras marcas que registraram altas relevantes são a Apple (+24%), Amazon.com (+19%), Zara (+15%) e Nintendo (+13%).

As maiores quedas ficaram por conta de marcas de serviços financeiros, como conseqüência da crise econômica mundial. Entre elas, a Citi (-14%), Morgan Stanley (-16%), GAP (-20%) e Merrill Lynch (-21%). Outra marca que também desceu posições foi a Ford, caindo da 41ª para a 49ª colocação, em uma baixa de 12%.

A Interbrand destaca ainda o crescimento de marcas de luxo em novos mercados emergentes, como China, Brasil e Rússia. Nesse segmento, as mais valiosas são Louis Vitton (US$ 21,602 bilhões), Tiffany&Co. (US$ 4,208 bilhões) e Prada (RS$ 3,588 bilhões).


FONTE: Mundo do Marketing: Publicado em 19/9/2008

16 setembro 2008

Papel-semente

O Laboratório Mantecorp criou uma estratégia de comunicação interna que consistia em enviar uma carta aos funcionários que, após lida, deveria ser picotada e plantada em um vaso. Depois de 15-20 dias, o papel-semente germina. O mote é "Tudo na vida é assim: você planta para depois colher".
É uma iniciativa inteligente para a comunicação administrativa, interna e responsável socialmente.
FONTE: http://www.mundodomarketing.com.br/materia.asp?codmateria=5625

29 julho 2008

Estudo revela que moradores solitários são consumidores exigentes

Pessoas que moram sozinhas buscam preços melhores e mais qualidade, constata pesquisa da Market Analysis

A Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública, apresenta estudo conduzido sobre os hábitos de consumo de pessoas que vivem sozinhas. O resultado mostra que este grupo é composto por consumidores mais exigentes que buscam melhores preços (80%) e só concordam em adquirir produtos mais caros se isto significar maior durabilidade. Pagar mais em troca de conforto ou praticidade é uma característica inerente àqueles que moram com suas famílias e precisam otimizar seu tempo para cuidar do lar.

A atividade relacionada a lazer mais citada por este grupo foi compras (42 %). Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, o tempo diário gasto com internet e televisão em casa ficaram em segundo plano. "Os solitários gastam em média 56 minutos por dia contra 34 da população em geral, o que significa que utilizam mais a internet, mas assistem menos televisão", afirma Echegaray.

Outro aspecto destacado é que estes moradores possuem hábitos menos saudáveis e atribuem a responsabilidade pela segurança alimentar aos fabricantes dos produtos. Passeios a bares e restaurantes foram citados por 42% contra 21% da população em geral, assim como comer em redes fast foods constantemente também foi comentado por 36% dos entrevistados. Deste grupo, 45% afirmaram consumir bebidas alcoólicas e 66% revelaram ingerir doces e chocolates.

O número de brasileiros que moram sozinhos dobrou na última década e já atinge a marca de seis milhões. A estimativa é que até 2016 esta quantidade aumente para 12 milhões. Empresas já se preparam para atender às necessidades deste público ao criar estabelecimentos baseados no seu perfil. Os moradores solitários são responsáveis por 40% do consumo de produtos embalados individualmente e preferem fazer compras em um único lugar que tenha produtos de diferentes segmentos.

Ficha técnica

Pesquisa sobre bem-estar, realizada com uma amostra de 1.006 consumidores adultos, entre 18 e 69 anos. Representatividade da população residente nas oito principais capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador e Brasília.

Sobre a Market Analysis

Instituto de pesquisas de mercado e opinião pública, a Market Analysis Brasil possui mais de dez anos de experiência em estudos relacionados aos mais diversos temas sócio-econômicos do mercado nacional e internacional, principalmente para os países da América Latina. Com destaque para os assuntos relacionados à sustentabilidade, meio ambiente, saúde, telecomunicações, comportamento social, novas tecnologias de informação e comunicação e bens de consumo; além de projetos relacionados ao custo-benefício entre preços e atributos, tamanho e segmentação dos mercados, identificação de prospects, introdução de novos produtos e conceitos no mercado (turismo, marketing esportivo e entretenimento). Afiliada da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) e da Esomar (Associação Mundial das Empresas de Pesquisa de Mercado), a entidade realiza anualmente pesquisas sobre Reputação Empresarial e Responsabilidade Social e já coordenou mais de 700 projetos em 20 estados brasileiros. Também é membro do Grupo IRIS de institutos de pesquisa, que fatura globalmente mais de 92 milhões de euros. A Market Analysis desenvolve regularmente projetos para empresas de atuação global, como BBC World News, Nestlé, Philips, Roche, Unilever, Petrobras, Coca-Cola e Pão de Açúcar.

Para mais informações acesse: http://www.s2.com.br ou http://www.marketanalysis.com.br.
FONTE: http://www.maxpressnet.com.br/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=330162#mail%23

As mais e as menos responsáveis

A Market Analysis, instituto de pesquisa de mercado e opinião pública, apresenta os resultados do Monitor de Responsabilidade Social 2008, que aponta as melhores e piores companhias em Responsabilidade Social atuantes no país, na visão dos consumidores. Entre as mais bem avaliadas estão Petrobrás (19,8%), Coca-Cola (4,8%) e Vale do Rio Doce (3,8%). Bradesco, Votorantim, Natura, Fiat, Sadia e Azaléia também compõem este grupo.

Entre as empresas classificadas negativamente, a Parmalat lidera com 10,6%, seguida pela Souza Cruz (5,8%) e Telemar (5,3%). Mac Donald´s, Telefônica, Petrobrás, Vale do Rio Doce e AE Cedae dividem o 4º lugar (1,9%) do ranking. Para traçar os resultados o instituto ouviu 805 pessoas nas principais capitais brasileiras.

Segundo Fabián Echegaray, diretor da Market Analysis, o estudo reforça a preocupação dos brasileiros com o tema e a atenção dada aos fatores que envolvam o ramo de atuação das empresas. Tanto a Petrobrás como a Vale do Rio Doce são citadas nos rankings de melhores e piores. "Esta duplicidade reflete tanto a aceitação dos investimentos massivos em ações sociais e de marketing, tidos como muito relevantes por alguns consumidores, como também a percepção crítica de outros consumidores sobre a natureza intrinsecamente questionável dos negócios destas

empresas, ligados à poluição e deteriorização do meio ambiente", alerta.

Outro exemplo que clareia esta percepção é a posição da Parmalat, que atualmente ocupa o topo do ranking das piores empresas em responsabilidade social. A empresa teve a imagem abalada após a denúncia sobre o uso de soda cáustica no leite fornecido por algumas cooperativas, no segundo semestre de 2007, evidenciando a preocupação e atenção do brasileiro quanto à maneira como são tratados os negócios das empresas. "A maior atenção da mídia, não apenas na maneira como as empresas distribuem parte dos ganhos, mas também como elas geram as receitas torna o consumidor brasileiro cada vez mais atento e exigente diante do mundo corporativo", aponta Echegaray.

Para a pesquisa, realizada anualmente, foram entrevistados 805 adultos (18-69 anos), nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Goiânia e Brasília. As entrevistas foram realizadas em novembro e dezembro de 2007, no domicílio do entrevistado. A margem de erro é de aproximadamente 3,4%.

FONTE: Mundo RP